Toda vez que eu sei que vou te ver eu tomo a decisão de não ser simpática quando isso acontecer. E a culpa é sua, você me faz decidir por isso. E então eu te vejo. E eu sou simpática. Não simplesmente por eu ser realmente assim, mas porque é isso que você aflora em mim quando estamos juntos. Seu sorriso, seu toque, a forma como fala comigo, me obrigam a ser assim.
E depois, quando você vai embora, quando eu vou embora, eu me odeio, eu te odeio. Eu sei que as coisas vão continuar sendo como sempre são, tudo é lindo até nos separarmos. Até aquelas horas juntos ficarem na lembrança e nós dois voltarmos para os nossos mundos que não incluem o outro.
A gente meio que finge que não se conhece, e quem foi que disse que a gente se conhecia?
Eu vejo que isso é, na verdade, um jogo seu. A parte do ódio que eu sinto toda vez que a gente se despede e parte, eu até gosto desse teu jogo. E você sabe que eu também jogo. E a cada vez aprendo mais as tuas regras e aprendo a impor as minhas.
Algumas regras pessoais eu esqueço ao te ver (talvez por isso o ódio de mim quando vou embora), algumas regras suas eu não entendo (talvez por isso o ódio de você quando vou embora), mas ao mesmo tempo o jogo me faz bem.
Eu sempre me prometo que vou parar de jogar esse nosso jogo secreto, mas acabo cedendo toda vez. Eu, provavelmente, só vou colocar as cartas na mesa quando você decidir fazer o mesmo ou quando você decidir abandonar a brincadeira saudável que a gente inventou sem nem ao menos combinar.
E eu sei que um dos maiores prazeres de um jogo é ganhar, mas eu adoraria um empate. Onde nós criamos novas regras, você fazendo parte do meu mundo, eu fazendo parte do seu. E nós dois indo embora juntos.
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domingo, 3 de outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Desvio
Eu não sei o que é mais difícil, digitar, mesmo com muita dor no braço, em um pequeno teclado de um smartphone, no escuro, para poder escrever sobre você ou ter que me policiar para manter você longe dos meus pensamentos, da melhor forma que eu puder, para me privar da necessidade de escrever, sobre você.
Mas mesmo me policiando, eu nem sempre tenho êxito. Um dia tem 24 horas e eu passo tantas delas acordada que a quantidade de pensamentos a nosso respeito é imensa.
Eu penso sobre ir embora, sobre o medo de não te ver antes de partir, o receio de me arrepender caso isso aconteça, medo de que isso não importe, para você.
Faço considerações sobre minhas atitudes, sobre as suas decisões, sobre como as coisas poderiam ser diferentes caso eu fosse mais forte. Ou eu fui forte até o ponto onde ser forte já não não adiantava mais?
Por que você não ficou para me explicar? Eu precisava tanto de alguém para me reerguer, eu precisava tanto de você para me ajudar a consertar tudo o que nós erramos.
E eu penso nisso tudo até quando decido que não vou pensar, eu sinto você nas situações mais aleatórias, você sempre esteve aqui e qualquer lugar que eu vá é só mais um motivo para pensar em você.
E o que eu mais penso, o que eu mais sinto, é que eu sinto muito. Sinto muito se hoje eu me sinto assim, se ontem eu me sentia assim, se eu vou sempre me sentir assim. Sinto muito se fui eu quem levou o nosso caminho certo a esse desvio torto. E se não fui eu, eu sinto muito por fazer parte desse desvio.
E torço para que tudo isso seja somente um desvio torto, que tenha nos tirado de um longo caminho tão certo. Mesmo que eu vá embora, mesmo que a gente não se veja antes de eu partir. Mesmo que eu nunca vá.
Uma parte de você sempre vai comigo e um pedaço de mim sempre será seu.
Mas mesmo me policiando, eu nem sempre tenho êxito. Um dia tem 24 horas e eu passo tantas delas acordada que a quantidade de pensamentos a nosso respeito é imensa.
Eu penso sobre ir embora, sobre o medo de não te ver antes de partir, o receio de me arrepender caso isso aconteça, medo de que isso não importe, para você.
Faço considerações sobre minhas atitudes, sobre as suas decisões, sobre como as coisas poderiam ser diferentes caso eu fosse mais forte. Ou eu fui forte até o ponto onde ser forte já não não adiantava mais?
Por que você não ficou para me explicar? Eu precisava tanto de alguém para me reerguer, eu precisava tanto de você para me ajudar a consertar tudo o que nós erramos.
E eu penso nisso tudo até quando decido que não vou pensar, eu sinto você nas situações mais aleatórias, você sempre esteve aqui e qualquer lugar que eu vá é só mais um motivo para pensar em você.
E o que eu mais penso, o que eu mais sinto, é que eu sinto muito. Sinto muito se hoje eu me sinto assim, se ontem eu me sentia assim, se eu vou sempre me sentir assim. Sinto muito se fui eu quem levou o nosso caminho certo a esse desvio torto. E se não fui eu, eu sinto muito por fazer parte desse desvio.
E torço para que tudo isso seja somente um desvio torto, que tenha nos tirado de um longo caminho tão certo. Mesmo que eu vá embora, mesmo que a gente não se veja antes de eu partir. Mesmo que eu nunca vá.
Uma parte de você sempre vai comigo e um pedaço de mim sempre será seu.
sábado, 21 de agosto de 2010
Un-heart it very much!
"Hate is a strong word,
but I really, really, really,
don't like you".
Hate (I really don't like you) - PWT's
Odeio o trânsito de São Paulo e o barulho que ele causa dentro e fora da minha cabeça. Odeio meu fone de ouvido que não me impede 100% de ouvir esse barulho todo. Odeio motoqueiros que não só costuram em meio aos carros, mas levam retrovisores juntos sem dar a menor importância.
Odeio menininhas fáceis que se jogam para cima de caras legais, que em meio a tantas menininhas facéis deixam de ser tão legais assim. Odeio a idéia de sentar na calçada, numa mesa de boteco em meio a poluição, barulho e trânsito apenas para tomar uma "breja". Odeio salto alto e roupa colada para sair com homens que se vestem como maloqueiros de calças largas que cabem dois deles ali dentro. Odeio roupas caras para manter as aparências, odeio gírias e trejeitos para se encaixar.
Odeio música ruim na tv, no rádio, ao invés de Chico Buarque e todo resto que há de bom para se ouvir. Odeio mulheres semi-nuas (peladas!) na tv no domingo à tarde, ou em qualquer outro horário.
Odeio que me chamem de amor, não, não sou seu amor, sou sua amiga, sua conhecida, sua qualquer-outra-coisa-que-não-amor. Odeio que não entendam o que é o amor. Odeio pessoas que não sabem ficar sozinhas.
Odeio pessoas iguais, roupas iguais, vidas iguais, atitudes iguais, vidas vazias iguais. Odeio padronização. Odeio falta de discernimento, falta de coragem, falta de vontade própria, falta de dizer o que pensam, falta pensar sozinho.
Odeio esse mundo mesquinho. Odeio odiar tanta coisa, mas é o que existe, igualdade vazia, cabeça vazia, carteira cheia, sorriso cheio e coração vazio.
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