Apesar do sucesso e notoriedade do pai, Antonio conquistou seus próprios leitores, fãs e lançou seis livros até hoje. Ao sair da Revista Capricho disse a redatora, "Tudo o que eu tinha para dizer, ensinar, falar, para essas adolescentes, eu já escrevi. Eu não tenho mais nada para passar para elas". Foi então que passou a ser colunista do jornal Estadão, trocando-o pela Folha recentemente.
Em seus anos como conselheiro-irmão-mais-velho-amigo-de-adolescentes foi capaz de influenciar minha vida de uma forma essencial, me ensinou a escrever. Passou em suas crônicas a necessidade e vontade de escrever, assim como ele, sobre tudo, sobre qualquer coisa, apenas não deixando de escrever jamais.
Recentemente revi uma pasta com textos publicados meus e melhor do que isso, textos desse talentoso escritor que guardei quando, muitos anos atrás, jamais imaginei que teria a chance de conhecê-lo. Sorri ao reconhecer textos que reli em seus livros, sorri porque foram poucos os que eu realmente guardei.
Em 2010 tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e a honra de entregá-lo um texto meu. Uma vez me disseram que ao conhecer alguém que admiramos podemos nos decepcionar, por não ser exatamente como esperávamos, respondi que preferia correr o risco e, quem sabe, entender o que enxerguei e quem a pessoa realmente era.
Depois de abraçar ao pai e lhe autografar um livro, Antonio me viu e disse, "Becka, que bom que você veio". É por simples momentos assim que eu prefiro correr o risco de conhecer pessoas que admiro de longe. E se antes de conhecê-lo já me divertia, aprendia, ria, com seus textos, hoje eu os indico mais do que nada.
Ele e meu pai podem discutir o quanto quiserem, mas no quesito "Meu escritor preferido" eles dividem o primeiro lugar no pódio junto ao Nicholas Sparks.






